sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Azul-escuro

O céu azul-escuro anuncia:
É hora de dormir.
Hora de desacansar dos meus problemas
Das dores que atormentam.
Mas quem disse que não te encontro nos meus sonhos?
Belo e sincero como sempre
Apenas nos meus sonhos.
Neles, faço a tua imagem perfeita.
O teu amor é perfeito
Tuas palavras sinceras
Queria tanto que fosse assim quando acordasse
Mas nada disso vai restar
Apenas uma cama vazia
Um coração partido
E um punhado de lágrimas para chorar.

Di (29/12/08 - 3h)

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Dezenove

Dezenove:
Número que me lembra você.
Te beijei nesta data
E era tua idade.
Acabamos nesta mesma data.
Sonhos destruídos
Planos abandonados
Tu vais seguir em frente, eu sei
Também quero meu caminho
Pular fora desse ninho
Sexo, amor, dor
Ódio, não sei o que é isso
Pelo menos por muito tempo
Te amo, muito
Mas é mágoa
E o que choro é sangue
Dezenove dias sem você
Do jeito que eu gostava
Olhos fixos
Cabelo arrumado
Jeito comportado
Só que isso ficou no passado
Meu presente é dor
E coração dilacerado.

Di (07/01/09 - 0h43)
Me destes asas e esquecestes de voar comigo
Ainda sinto teu toque, teus beijos
E todo teu corpo fazendo abrigo
Sinto falta das tuas bobagens,
Do teu olhar sensível e sensual,
Mas tive que tirar tudo isso da bagagem.
Se pudesse voltar no tempo,
Talvez fizesse tudo diferente
Talvez não tivesse te amado nem me entregue tanto
Assim, poderia estar bem menos triste hoje
Com essa saudade que me atormenta.
Pedi a Deus para nunca mais te encontrar
Mas não sei se essa benção ele vai dar.
Neste momento, quero apenas não te amar
Para poder dormir e em ti não pensar.
Amo-te, mas não quero.
Te odeio e também não quero.
Quero apenas a sorte de um amor menos dolorido.

Di (23/12/08)

domingo, 11 de janeiro de 2009

Texto

É deserto meu coração
Sinto um vazio sem a tua ilusão
Um amor pra vida inteira
Perdido na imensidão do mar
Deixei meu barco partir
Sigo sem você ao meu lado,
Que saudades, meu amado.
Ainda lembro do sorriso bobo
Do olhar sereno,
De como me fiz pouco por algo tão pequeno.
A resposta virá,
Com ela você vai se encontrar.
Não importa se for hoje ou amanhã
Uma hora você vai pagar
Pelo meu sofrer
Pelo meu chorar
Pelos meus sonhos e dias tristonhos
Que em mim você fez brotar.

Di (08/01/09 - 1h54)

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

"Passarinho"

Vi um lindo pássaro hoje.
Era você.
Mas que idiota que sou, óbvio que era você.
Porque eu não consigo imaginar outros pássaros, muito menos visualizá-los.
Os outros seres rastejam, comem a lama e bebem a terra.
Estão muito atrás, muitíssimo.
Você é algo sublime, de outro mundo!
Não... Os outros é que são de outro planeta.
São menores, pequeninos como um vírus.
Me contaminam!
Me enlouquecem!
Me destroem!
Me enojam!
Pergunto, então, a ti ó meu pássaro-rei:
Por que não me tiras deste chão rastejante?
Arrebata-me com tuas lindas garras.
Juro-te que viver aos teus pés é o que mais quero.
O que não dá mais é para continuar aqui,
Porque verme já não posso deixar de ser!

Di

Traduzir-se (Ferreira Gullar)

Uma parte de mim é todo mundo outra parte é ninguém: fundo sem fundo.
Uma parte de mim é multidão outra parte estranheza e solidão.
Uma parte de mim pesa, pondera, outra parte delira.
Uma parte de mim almoça e janta outra parte se espanta.
Uma parte de mim é permanente, outra parte se sabe de repente.
Uma parte de mim é só vertigem outra parte, linguagem.
Traduzir uma parte na outra parte - que é uma questão de vida ou morte - será arte?

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Penso, logo complico!

Para moi é assim:
Pensei, compliquei...
Eu não entendo o que me acontece muitas vezes.
Me prendo a frases jogadas em qualquer momento.
As guardo e fico refletindo a respeito...
É algo que incomoda sabe? Como aquela pessoa que fica te tocando o tempo todo.
E eu fico num jogo que vai e volta, vai e volta....
O pior é que só eu que vou e volto...
Sem mais ninguém!
Já falei que não dá para ficar lamentando muito...
E continuo achando que é pequenice demais.
O problema é que sou pequeno algumas vezes.