quarta-feira, 6 de julho de 2016

Diário da terapia

Hoje meu terapeuta disse para eu fazer uma recapitulação do dia. Essa foi a primeira. Ele pediu para lembrar de eventos/sensações. A que ficou foi essa depois de ter visto Orange Is The New Black (que comecei a ver tem duas semanas e acabei hoje a temporada atual).

"Acabei de ver a série OITNB. Poussey morreu e o último episódio foi mostrando a vida dela antes da prisão. Ela tão feliz, cara. Era um contraste tão grande: o corpo dela no chão e por outro lado a alegria dela nos flashbacks. Fez-me pensar no quão frágil somos. No quanto perdemos tempo com coisas pequenas e perguntei a mim mesmo: O que vc tem feito por vc? E eu chorei com a resposta, assim como estou chorando agora ao escrever isso. Aquele sorriso dela, ao final da temporada, olhando diretamente para a câmera, para mim, foi tão perturbador. Como se ela me dissesse: Sai dessa que você não sabe quanto tempo te resta. Faça algo por vc msm!

Sentimentos do dia, antes de tudo isso: Hérnia de disco: Frustração e Raiva. Pq mais isso?

Talvez eu tenha coisas para resolver comigo mesmo antes de qualquer outra - pensei nisso depois de um certo tempo...

domingo, 17 de abril de 2016

Mais do mesmo

32 anos recém completados.
12 anos que sou biólogo.
11 anos que me assumi gay.
8 anos que me tornei Mestre.
8 anos que eu tive o grande amor da minha vida até hoje.
7 anos que saí de casa.
3 anos que me tornei Doutor.
3 anos que moro em Brasília.
2 anos que fui casado.
1 ano e meio que estou solteiro.

O tempo passa, a vida anda, as pessoas entram e saem da sua vida. Algumas ficam, algumas você permite ficar enquanto outras você faz questão de se afastar.

A terapia, que comecei em novembro de 2015, tem me ajudado a entender um pouco mais de mim, Perceber que minhas escolhas me definem e delineiam o meu caminho. Sempre julguei que meus relacionamentos foram fracassados, mas comecei a enxergar que não. Foram muito bons na maior parte do tempo apesar da forma penosa que a maioria acabou.

Estive imerso em um rolo de 5 meses que me fez acreditar novamente no amor. Mesmo que jamais tenhamos dito isso um ao outro, eu me entreguei, me joguei, lutei enquanto pude. Mas ele não estava tão disposto assim. O sexo me prendeu, era bom demais como há muito tempo eu não tinha! Talvez isso tenha me deixado assim também.

Mais uma vez me encontro naquele lugar no qual fica um vazio que eu não consigo entender. Um vazio que às vezes me deixa reflexivo. Eu ainda acredito no amor, acredito que um dia aparecerá alguém que me fará volitar novamente. Ahhh, a terapia me ajudou também a perceber que uma coisa que todos os meus ex tinham comum era algo que nunca tinha me passado pela cabeça: EU. Sim! Exatamente eu sou o ponto em comum entre todos. Então o que eu tenho feito para que isso aconteça? Ainda estou trabalhando nisso!

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Alma lavada

Andando pela rua eu acabei te encontrando. Não do jeito que eu esperava, mas era do jeito que eu imaginava. Meu coração dizia para mim: vai, vai com fé que talvez seja disso que você precisa. Meu coração não falhou desta vez. Acertou em cheio e me fez entrar num estado que eu realmente precisava.

O que dizer dos últimos quatro meses? Entre um evento ruim e outro, algumas coisas boas surgiram. Amizades ou contatos mais íntimos e agradáveis, mas o sabor geral do período é amargo.

Enfim chorei. Chorei como um bezerro desmamado, como uma criança com fome, como uma mãe que perde o filho, como um coração sagrando. Mas não há cicatrizes sem ferimentos, não há cura se não houver dor. Assumo que hoje eu chorei por terríveis quatro meses. Ainda não acredito que eu passei por tudo isso sem praticamente derramar uma lágrima. Acredite, todo o bem que me fizestes, foi embora naquela manhã de domingo, 18 de janeiro de 2015. 

Naquele dia eu não chorei. Naquele dia eu quase não senti, pra falar a verdade pois não acreditava que estava passando por aquilo. A ficha caiu no dia seguinte quando acordei dolorido e pude sentir a ferida se abrindo. Se passaram 12 dias e finalmente ela sangrou. Meus olhos sangraram, minha alma sangrou. Chorei por quase 1 hora sem parar. 

Estou de alma lavada.

Agora falta secar.

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Desabafo

Onde há amor não pode haver pecado. 30 anos e tudo ainda é muito relativo. Para alguns eu já sou velho, para outros ainda sou um jovem conquistando meu espaço. Não sei se já disse isso alguma vez mas quando eu tinha uns 10 anos, meu sonho era que o ano 2000 chegasse pois eu teria 16 anos. Para mim seria um acontecimento. O ano 2000 chegou e eu mal tinha cabelo no sovaco. Era decepcionante! Os anos foram passando, pedras e pedras a serem superadas, quebradas, removidas, escaladas. Não fui/sou de todo mau. Não sou/fui de todo bom. Nem sempre fui honesto: já fiquei com troco que me deram a mais; já quebrei coisas nas casas alheias e neguei. Aprendo todo dia uma coisa nova... Na verdade reaprendo várias coisas todos os dias. Reaprendo a amar, reaprendo a pedir perdão, reaprendo a não julgar, reaprendo a me guardar, reaprendo a não falar tudo o que penso, reaprendo a me entregar e reaprendo a ser transparente com quem me permite sê-lo. Ainda não aprendi a lidar com gente ruim, com gente que estereotipa e não se esforça para entender o outro. Como podem julgar um sentimento? Como podem julgar o amor? Como fingem? Como podem dizer que Deus é amor e pregar o contrário? Comecei a escrever isso com uma ideia que se perdeu ao longo do texto... Enfim. Como eu reaprendo a não falar tudo que penso, meus dedos servem de desabafo!

domingo, 2 de dezembro de 2012

Futuro

Essa semana pode acontecer algo muito legal em minha vida profissional... Pelo menos eu espero que ela dê certo, rsrsrs. Irei à Brasília para uma entrevista no Ministério da Saúde. Se for contratado, posso começar uma carreira que se aproxima mais dos meus anseios: Contribuir diretamente para a melhoria da saúde das pessoas. Incrivelmente não estou tão ansioso quanto pensei que estaria. Bom para mim. Trabalhar em outro lugar significaria muito para mim e mais ainda desta vez pos iria para um lugar com infraestrutura, modernidade e não o interior de um estado que carece de muita coisa, como foi no Amapá.

No campo pessoal, posso dizer que já vivi dias melhores. Mas vou seguindo meu caminho, às vezes esperando muito e outras vezes esperando nada. Como posso ser tão complicado? Às vezes me arrependo de certas decisões que tomei e, ao mesmo tempo, me critico por me arrepender, pois as tomei com sinceridade e honestidade. A vida é assim e não adianta tantos lamentos pois não posso voltar e fazer diferente, e eu acho que nem o faria. No entanto, fica aquela sensação de falta, de qualquer coisa que eu não sei, sabe? Sabe não... Ou talvez saiba se você for uma pessoa tão complicada como eu. Tantos sorrisos por fora e tantas lágrimas por dentro...


segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Vida que segue

Hello everyone. To aqui mais uma vez com aquela sensação de vida que se segue. Mais uma tentativa que não deu certo. Dessa vez foi bem menos traumático. Estava disposto a continuar se o outro estivesse também, mas não foi isso que aconteceu! Nem triste eu fiquei, fiquei só um tico chateado porque, quer queira quer não, é mais uma tentativa frustrada.

Meu doutorado se encaminhando para o fim e a incerteza financeira a partir de março estão tomando conta de mim de um jeito que não tô com paciência nem tempo para ficar em relações infrutíferas. Não dá pra estar com alguém e ao mesmo tempo não. No fundo, no fundo, fiquei um pouco aliviado com esse "fim" porque me economiza tempo e a paciência que não tenho.

As melhores companhias realmente tem sido dos amigos, meu gato, séries e meu silêncio no cafofinho =D

sábado, 25 de agosto de 2012

Paz


Você aí, que como eu às vezes que não sei para onde estou indo, não se preocupe: assim é a vida. A gente escolhe que calçados usar e quando queremos usá-lo. Especialmente hoje me lembrei do passado, das coisas que vivia, que acreditava e que imaginava serem as corretas. Tanta coisa eu disse com meus 10, 15, 20 anos e percebi que por mais que a gente fale, a vida sempre tá um passo à nossa frente... Ela vem e te mostra como as coisas realmente são. Como perdemos para ganhar e como buscamos sempre ganhar. Não é assim? Acho difícil alguém entrar em uma batalha para perder, a não ser aqueles sem moral e ética. Quantos abrem a boca pra julgar A, B ou C? Eu sou um deles e me arrependo amargamente sempre que me dou conta de que o fiz. Quem somos nós para julgar alguém? A pessoa que mente, que engana, que passa a imagem de algo que ela passa longe de ser? Que se dane. Nem sempre pensar em si é egoísmo, desde que esse seu pensamento não se restrinja a você. Entendeu? Talvez não...
Quer falar de ciúmes? Para que sentir ciúmes? Um sentimento que não te traz nada de bom... Só tristezas, dúvidas e decepções... E QUE VOCÊ PROCURA POR ISSO.
Hoje, no “alto dos meus 28 anos” cheguei num ponto que jamais pensei atingir: o do total isolamento para o que os outros estão pensando. Você acha isso de mim? Beleza... Segue tua vida que eu sigo a minha, vai ser feliz e esquece da minha felicidade, não pensas que esbanjando felicidade em qualquer rede social isso significa que quando vais dormir, tu não sentes uma pontinha de qualquer algo que seja que te faz sair do colchão e voltar imediatamente para si e dizer: NÃO É ISSO QUE ESTOU PENSANDO....
Eu não sou nada, apenas um rapaz latino-americano que busca, nem sempre com frequência, achar a paz. Você já fez isso? Experimentou? Tenta... às vezes vale a pena!

domingo, 8 de julho de 2012

Novos Velhos Tempos

Às vezes, para não dizer geralmente, sei que encho o saco de quem acompanha minha vida, aqui ou pessoalmente, ou ambos. Conto as mesmas histórias, as mesmas lamúrias, as mesmas ambições, as mesmas mesmices. Ultimamente, tenho percebido que realmente o desejo de me relacionar de forma séria tem ficado cada vez mais para trás... Lá naquele ingênuo Diogo. Também quem poderia se abrir tão intensamente depois de ter vivido tanta coisa ruim?

Alguns amigos, pensadores, textos prontos de internet vão sempre na direção contrária do meu pensamento: Temos que dar oportunidade para ser felizes. Mas se eu não me sinto feliz com alguém do meu lado? O que devo fazer? A resposta, como vocês bem deve imaginar, é simples e direta: ficar sozinho. Confesso, e também já devo ter confessado em outros inúmeros textos, que isso é ruim em algumas ocasiões, mas ao mesmo tempo é extremamente reconfortante depender e viver por si mesmo. Sem aquelas ligações para dizer onde ou com quem está, a que horas vai chegar em casa, insinuações de traição... Enfim, tudo que me cansa!

Tentei, é bem verdade, viver isso novamente. Mais uma vez, sem sucesso. Pouco tempo: 3,5 meses que não posso dizer que foram jogados no lixo porque eu aprendi muito com ele e pude transmitir algo de bom também. Só que a vida continua... entrando na reta final do doutorado, não fui chamado pro concurso que eu ainda tinha esperança de ser chamado e o que se vislumbra para mim no futuro é fazer meu pós-doc fora do país. Quero sentir isso na pele, quero romper barreiras internas e externas, quero ir o mais longe possível e, ao mesmo tempo, me encontrar...

Tudo bem que não preciso ir muito longe para me encontrar, cada vez que olho meu espelho, vejo um reflexo meu que não me agrada algumas vezes, mas tenho aprendido a lidar com ele e, aos poucos, começo a amá-lo cada vez mais!

domingo, 8 de janeiro de 2012

Padrinho

Que alegria... Hoje à tarde recebi o convite da minha sobrinha para ser padrinho do filhinho dela. Não é simplesmente massa? É sim... A primeira semana de janeiro foi simplesmente espetacular! Nunca imaginei tantas notícias boas em tão pouco tempo. Me sinto um abençoado! Já sei... Foram aquelas ondas que pulei na praia de Boa Viagem, só pode. Ou pode ser apenas um agrado depois de tantos espinhos pelo meu caminho de 2012. Só posso começar o ano AGRADECENDO! Que seja assim pelos 350 e lá vai o trem de dias que nos restam =D

sábado, 31 de dezembro de 2011

Adeus 2011

Leve embora tudo aquilo que me atrapalhou. Leve embora as dores, mas não me deixe esquecer como elas chegaram até mim. Não me deixe guardar rancor, apenas aprendizado. A Deus e aos meus amigos espirituais e daqui deste plano, obrigado por todos os momentos que gargalhei até faltar o ar, quando me escutaram nas horas de desespero. Obrigado por ter duas mães que eu sei que me amam... Mas, te agradeço mais ainda por aquela que me cuidou e cuida até hoje... Nossa, nem sei descrever tanto amor!

Aqueles que me magoaram, fica o desejo que eles possam seguir seus caminhos honestamente, que não repitam as mesmas faltas com outras pessoas. Não desejo mal... Posso até falar da boca pra fora, mas no meu íntimo, só desejo o melhor pra eles. Afinal, a vida é justa e é nisso que acredito.

Obrigado por tantas pessoas maravilhosas que conheci este ano, que pude compartilhar momentos diversos, de uma cerveja a uma viagem à praia... Sem meus amigos, o que eu chamo de vida teria bem menos sentido.

Para 2012, eu desejo que as pessoas sejam mais verdadeiras, que a mentira não seja seu cotidiano. Amem mais, lutem pelos seus ideais. Que eu possa falar mais com a razão e não com a emoção. Que minha verdade seja sempre propalada de minha boca. Quero muito continuar sendo feliz, na maior parte do tempo, e que os momentos de angústia e desespero sejam poucos, mas se houverem, que sejam para que valorize ainda mais os momentos de paz e alegria que eu tenho.

Enfim, para você que lê isso aqui, eu desejo somente o melhor pra você. Hoje e sempre!

Muita paz e luz para este ano que começará e por toda sua vida!

Beijão do Di!

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Três anos

Há exatos três anos eu acordava com uma das piores sensações de minha vida. Meu relacionamento já estava na corda bamba mesmo, mas jamais imaginaria que naquele dia eu seria apunhalado ao entrar no orkut do ex, com a senha dele, e descobrir um depoimento do OUTRO namorado dele. E era naquele dia que estávamos completando 2 anos e 1 mês de namoro. Foi apenas com ele que tive os mais intensos sonhos de construir uma vida a dois... Desde então, eu me reergui, lutei, busquei forças onde não acreditava ter. Mas o que mais me incomoda nisso tudo é que mesmo 3 anos depois, há algo que ainda me lembra dele... Das datas, do aniversário, das coisas boas, das bobagens. Incomoda mas nem tanto. Depois de um longo tempo aprendi a rir das bobagens que vivi com ele... Algumas imagens são tão marcantes... Me lembro, especialmente, de um sorriso que ele costumava dar quando queria alguma coisa... Era muito fofo. Hoje eu o chamo de cachorra 1, mas pelo hábito mesmo. Quero mais é que ele seja feliz pelo caminho que escolher. Não preciso desejá-lo mal pra me sentir bem. A lei da natureza é bastante justa e é nisso que acredito. Quem sabe o que eu fiz pra merecer o que passei (e não foi apenas uma vez)?!

Três anos depois, encontro um Diogo bastante diferente, mais maduro, só que com aquelas infantilidades que serão sempre um característica dele. O problema de Diogo é que quando ele resolveu dar uma chance pra viver outro amor, passou por maus bocados e, de certa forma, construiu muros ao seu redor. Ahhh, eu adoro falar de mim na terceira pessoa! =P, mas vou voltar a falar na primeira.

Estava vendo Once Upon a Time, episódio 6 no qual um diálogo tão pertinente me tocou:

Mary Margaret/Branca de Neve - Você já entrou em uma situação que já sabia exatamente o que ia acontecer? Mas você entra mesmo assim... Então quando seus temores vêm à tona... Você se tortura porque já sabia? Mas isso é quem você é, e você fica se punindo por isso.

Dr. - Não. 

Mary Margaret/Branca de Neve - Como você consegue?

Dr. -Nunca fiz o que é esperado. Isso deixa a vida interessante.

Esse diálogo resume como eu era antes, e como sou agora! Fui Branca de Neve e hoje sou este doutor!

http://djfeeling.blogspot.com/2010/09/partida.html

Talvez, um dos maiores mistérios da vida seja a partida. Não se sabe como e quando ela acontece. É assim de repente, sem abraços, nem despedidas. Sem últimas palavras.
Tão claro como se sabe sobre a partida, ninguém a entende. E tão certo como se sabe, a dor de quem fica a gente jamais supera. A gente tenta é se acostumar, mas às penas é que a gente não se acostuma.
Às vezes parece quem partiu fui eu e quem ficou foi você.
Você esta mais presente do que quando estava aqui. Seus gostos, seu jeito, seu cheiro, sua voz... Sua risada...
Você esta em toda parte.
Estou com a mania de organizar as coisas, tenho vontade de cachorro quente, tomo um pouco de coca-cola sem gás.
Já me vi pedindo hot roll pra dois ou duas entradas pro cinema. Já me peguei descendo na estação República. Sem querer, já te incluí em conversa, falando de você como se ainda estivesse aqui.
Às vezes eu me esqueço que se foi... Às vezes eu só quero me lembrar de ti...
Eu não sei se você volta... Mas parece que não volta mais... mesmo tendo ido a parte nenhuma.
No que sei e que não sei, eu não entendo. É como se não fosse verdade. Dói...
Ninguém vê... É meio-dia e espero o celular tocar. Falo sozinho que "estou cheio" esperando você me corrigir. Durmo com a almofada e deixo o travesseiro do lado, junto com seu espaço na cama... Eu durmo assim...
Eu durmo na esperança de te encontrar. Eu acordo desejando que esteja aqui. E acordo querendo acordar de tudo isso...
Você não volta mais... E na procura de conforto, penso que você esta mais feliz assim. Dizem que quem parte sempre vai pra um lugar melhor. E sei que você jamais teria ido se não fosse pra valer a pena.
Se existe alguma paz é saber que nunca deixei de expressar, nem escrever, nem dizer um só dia. As palavras escapavam da minha boca como aquela vez na escada... O que eu não sabia era que estava sendo tão modesto, era muito mais do que eu pensava.
Mesmo assim ainda tinha tanto... Tanto pra dizer, pra fazer, pra viver...
Tive diálogos imaginários. Falei com você, te contei alguma coisa do meu dia. Eu briguei com você, gritei com você, te culpei, queria o brilho dos meus olhos de volta. Eu chorei... E perguntei - mais uma vez - Por que você foi embora? Uma, duas, várias vezes...
Minha voz ecoou no grande vazio que você deixou... Foi então o silêncio. Um silêncio denso como o violoncelo, doce e triste como as notas de um piano...
Eu não sei se você volta... Mas parece que não volta mais...
É hora de juntar meu silêncio ao seu...
Eu não vou poder partir, mesmo indo por toda parte, não vou a lugar algum... Eu não tenho pra onde ir... Eu vou seguir levando comigo as bagagens da vida.
É chegada a hora de deixar você ir, mesmo que já tenha partido.
Trouxe flores... Não como clichê da partida, mas porque sempre quis te dar, você sabe. Eu esperava era um dia. Um dia que agora não vai mais chegar. São as flores mais bonitas da minha primavera, as últimas já que agora o inverno começa... A vida não pára...
Trouxe flores não pra dizer "adeus" porque isso eu não sei dizer, mas pra te agradecer por cada dia, pela chance... Foram 3 anos para ela chegar. "Taking Chances"... Eu nunca vou esquecer... "Like lovers do".


Olhe.... fazia muito tempo que não chorava tanto depois de ler tudo isso... Ai ai

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Dias ruins!

Sabe aquele dia que vc pensa que tudo vai dar certo? Acordei mais uma vez assim! Tomei meu café, fui ver a defesa de monografia do meu amigo e depois fui para o laboratório. Hoje faltou energia durante uma boa parte do dia. Ainda trabalhei e depois fui para confraternização do trabalho. Recebi a primeira e única notícia ruim do dia. Não que ela seja, assim, tão ruim... Mas sabe aquela farpa que mesmo pequenina, incomoda pra caramba quando te fura? Pois foi! Me senti assim... A confraternização foi uma bosta, exceto pelo vinho que ganhei e pelo pouco de riso que dei! Volto pra casa, tomo minhas cervejinhas, fumo mais cigarros e sigo pensativo. Em que ponto cheguei? Por que estou fazendo isso? Me alimentando de migalhas? Por que alimentar um amor que não vai dar em nada? Por quê, por quê, por quê? Como posso desabafar pra vc que tem sido meu amante? Que vira e mexe, mexe comigo? Que se pusesse minha cabeça no seu ombro pra chorar, gostaria de deslizar meus lábios por teu pescoço, teu corpo e... Enfim! Tenho que me recolher ao meu ninho, sem sexo, sem amor, sem carinho. Por entre os becos da vida, entre os cômodos do meu apartamento, que hoje se veste de cinza mais do que nunca, sigo como um passarinho solitário a cantar....

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Pensamentos

Já prestou atenção no que você pensa enquanto anda pela rua ou vai a um shopping? Quando eu saio de casa, geralmente eu procuro pensar que será um dia perfeito. Que eu vou encontrar pessoas legais, que todos meus experimentos darão certo, que não levarei bronca da minha chefa, enfim... Procuro pensar que pode ser o melhor dia da minha vida. Aí, aquela carência que me bate todos os dias, uns com mais intensidade, outros não, também dá sua cara nas ruas. Debaixo daquele Sol escaldante, óculos escuros aprumados, lá sigo eu com minha bolsa e minha marmita para o laboratório. Aí, de repente aparece um carinha lá longe, aparentando ser interessante. As primeiras coisas que penso são: E se ele me olhar intensamente? O que faço? Não quero ficar de pegação. E se for o homem da minha vida? Se ele cruza comigo, ainda dou uma analisada no conteúdo e, se der, olho os pés. Sim eu tenho tara em pés... rsrsrs... Pfff... E começo a rir de mim mesmo... O mesmo Diogo que eu tento deixar escondido muito tempo vem à tona nesses instantes. Doido pra que uma das dezenas de pessoas que cruzam com ele todo dia desse uma oportunidade pra ele mostrar o que ele tem para oferecer. E quando vejo uma garota interessante, sabe o que eu penso? Se eu fosse hétero, pegaria essa daí e, talvez, estaria mais feliz do que me encontro hoje... rsrsrs. Ledo engano, meu amigo, onde quer que você estiver, em qual posição for, você terá que passar e viver aquilo que é necessário para o seu aprendizado. E sabe o que é engraçado? É que esses pensamentos, geralmente, passam pela minha cabeça quando estou indo para o laboratório. Deveria ser o contrário, pois na volta para casa é quando eu vou encontrar a minha companheira dos últimos meses: A solidão.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Vontades

São muitas.
Talvez meu texto de hoje não seja um dos melhores, mas isso não importa. O que to precisando é desabafar. Meu Deus, como eu sinto falta de tanta coisa. Sei que tenho muito pra Te agradecer, mas como pequeno e egoísta que sou, fico sempre querendo mais, mais e mais. O pior de tudo é quando entro em um paradoxo: Quero, mas não estou disposto. Principalmente quando me vem à mente, ao corpo todas as lembranças ruins e as dores vividas. Um dia eu amei de verdade. Acredito que duas vezes. E foram momentos tão intensos, maravilhosos, intercalados com brigas e beijos. Fui feliz!
Com o tempo fui aprendendo a me lembrar dos momentos bons, apenas. Mas o que o sofrimento fez comigo foi pior. Sorrateiramente ele se apoderou como um parasita e me deixou inerte. Me deixou sem vontade. Eu sei que fui feliz, mas também não sei se sou capaz, talvez sim, de correr os mesmos riscos por alguns momentos de felicidade.
Às vezes até sinto que a vida me dá muitos outros problemas para resolver e deixar um pouco de lado essas coisas, essas "bobagens". Mas sou eu que acordo sozinho, procurando apenas um travesseiro para abraçar. E aí me pego pensando novamente: Mas se você está assim, mude, procure, ache e tente ser feliz. E como uma resposta quase que simultânea ouço: Você não conseguirá! E é assim que tenho vivido nos últimos meses.
Por favor, não sintam pena de mim. Não mesmo! Nem eu sinto isso. É apenas um momento que não sei quanto tempo vai levar. Nem quero pensar nisso agora. Com certeza, causará muito mais ansiedade. Ultimamente não quero nem planejar meu fim de semana, quem dirá o que vem muito mais a frente dele?
Certa vez, uma amiga me disse: "A humanidade vai pagar pelo erro de fulaninho". E eu já repeti isso tantas e tantas vezes, como um mantra. Mas no fundo, no fundo, me pergunto se não sou eu quem está pagando pelo erro de fulaninho(s).

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Lá vem ele!

Ultimamente tenho ouvido Alanis, Adele, Nirvana, Maria Rita e outras músicas aí que me fazem pensar um monte de coisas. Poderia ficar aqui contando milhares de dores, desencontros, sofrimentos e tudo mais que me fazem ser uma pessoa cada vez mais bipolar... Com aqueles momentos de pura felicidade e aqueles de extrema infelicidade. Tomo meu uísque, minha cerveja, fumo um cigarro e ainda tento correr pelos caminhos da universidade. Até que tenho conseguido, mas não sei até quando. Tenho trabalhado tanto e isso tem me preenchido. Tem aliviado tantas outras coisas... Tantas decepções, tanta carência, tanta ausência! Gostaria de chegar a um domingo, nem que fosse uma vez no mês, e tivesse você lá me esperando em qualquer lugar que fosse, de qualquer jeito, ou do jeito que eu quero ou que você queira... tanto faz. Não estou com muitos bônus para ficar exigindo muita coisa... Na verdade, não posso exigir nada, além de uma postura coerente com aquilo que eu falo, que eu prego e que, por muitas vezes, me pego traído por mim mesmo.

Eu poderia me entregar num piscar de olhos, poderia dizer: SIM, vem comigo que eu vou contigo. Como disse Caio Fernando de Abreu: Largaria o mundo para segurar sua mão! Mas não é isso que vai acontecer. Não agora, não com você nem com ninguém. A vida, eu ou sabe-se lá o que adora fazer isso comigo. Me deixa num vácuo cheio de cinzas, pretos, roxos, vermelhos, marrons e tantas outras tonalidades de dias tristes! Em pouco tempo é Natal, é festa de fim de ano e é o período que eu mais peço a Deus para passar VOANDO.

É quando me sinto mais só, mais triste, mais dentro de mim mesmo. E tenho medo, muito medo de dentro de mim. Um lugar que pode me sujar, que pode me fazer ficar imerso em tantas coisas ruins. Em tantos desgostos, lembranças ruins... Incrível como tenho a capacidade de valorizar aquilo que não é bom em detrimento de tantas coisas boas que me cercam. Não sei, sabe? Sabes não, não tens idéia de como me sinto. De como procuro um buraco, tal qual aquele do jogo do Mário. Poderia cair nele e sei lá, aparecer noutro estágio, com mais possibilidades de vida e sem tantos obstáculos pelo caminho.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Mentiras

Eu sei que as coisas geralmente demoram a acontecer. Mas, dessa vez, percebi que será um pouco mais. Passando pela cruz mais uma vez e da mesma forma. Da mesma forma não, um pouco menos dolorido, pois os calos amenizam essa dor. Descobrir que a pessoa que você passou dedicando boa parte dos seus últimos meses mentiu descaradamente não é fácil. Pior é que eu ainda sinto um sentimento tão forte que faz tudo ficar pior. Esse último estava namorando desde maio um outro rapaz, mas isso é tão engraçado por que eu mesmo estava namorando ele em maio. Em julho, nós ficamos numa tentativa de retorno. Dia 05 de setembro ele veio aqui em casa conversar sobre sua dissertação e no dia seguinte disse que me amava, que me queria do lado dele, que até o namorado dele (que eu não sabia que eram namorados até o dia 10) tinha estava informado que era eu quem meu ex gostaria de ter pra vida toda.

Fiquei e estou um tanto chocado com tudo isso... Algo bem parecido aconteceu há quase 3 anos, quando descobri que meu ex tinha outro relacionamento. E, é exatamente nesse momento, que me pergunto: Em quem confiar? A resposta eu já sei: Em Deus e em mim. Minha intuição dificilmente falha e é com ela que eu vou levar essa vida a partir de agora. Não adianta mais criar expectativas, sonhar, desejar me relacionar se eu não confio mais em ninguém. Não quero e NEM POSSO passar por isso mais uma vez… Meu coração tá ferido, tá precisando de carinho, de amor. Mas não quero mais procurar isso em um relacionamento. Voltarei minhas energias para mim mesmo. Para não cair nas armadilhas das pessoas, nas mentiras, no jogo duplo, na falta de vergonha na cara, na canalhice estampada que muitos, como eu fazia, não enxergam.

Cansei de tanto disse-me-disse. De como as pessoas falam hoje algo e amanhã fazem tudo diferente. Cansei de mentiras... Logo eu, que mesmo tendo todos os defeitos do mundo, aprendi a ser sincero, a falar o que penso e o que sinto. Talvez seja por isso que eu me lasque, que eu sofra, que eu tenha que cruzar com canalhas em meu caminho.

Pra mim já deu. Quero mais é me aproveitar, curtir meus amigos, minha família, meu bichano, lembra de Deus sempre e pedir pra ele me afastar de todo mal! O que eu não quero é esse chão lamacento do qual estou tentando sair.

Di, 12 de setembro de 2011 - 15h

sábado, 3 de setembro de 2011

Amores

Uma branca morena

Que se transformou numa branca loira

Meu primeiro amor verdadeiro

Minha primeira paixão arrasadora

E você jovem maroto?

Sorriso largo e inocência

Contigo quis tudo acima de tudo

E no fim só me veio a carência

Até chegar o moreno ousado

Que gamou em mim

Em uma fila de supermercado

E me deixou aqui, 6 meses depois, largado

Veio você usando seus óculos de grau

E me conquistou rapidamente

Só não esperaria que viesse tanto mal

Depois de uma paixão de repente

Aí chegou tu! Tu que me arrebatastes o coração

Sem dizer um único não

A ti me entreguei sem pudor

Sem nenhuma restrição

Me apaixonei perdidamente

Mesmo depois de tanto tempo

Mas o nosso fim foi o mais doloroso

Porque você agiu ardilosamente

Um ano se passou

Muita putaria

Muitos “pra que isso”

E eu continuava na agonia

Aí veio você e todos os seus medos

E fugindo à regra de todos

Me entreguei sem nem me questionar

E fui feliz

Até perceber que você também era o cara errado

Aquele que nem sempre ficava ao meu lado

Que a qualquer momento me acusava

E com isso meu amor acabava

Estou só e assim devo continuar

Todos vocês têm algo em comum

Deixaram passar um cara ímpar

Que, mesmo com todos seus defeitos, queria ser amado e somente amar!

Di, 31 de agosto de 2011 – 22h26

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Noite sem fim.

Acho que sequei. Será meu Deus? Depois de tanto tempo devo ter chegado a um estado que pouca coisa interessa na minha vida que não seja meu bem estar. Será que para isso eu tinha que ter secado? Ou será que, na verdade, eu não sequei e apenas voltei todo aquele sentimento, toda aquela vontade, toda aquela paixão para mim mesmo? Nossa! É muito narcisismo. E eu que tanto criticava esse tipo de comportamento... É a vida! Muitas mudanças, muita coisa acontecendo ao mesmo tempo. São tantos caminhos, tantas estradas, tantas oportunidades e eu enxergando apenas uma: Diogo. Sim, eu mesmo... Ahhh espelho danado, você parece que mexeu comigo mesmo. Às vezes não queria me tornar nisso que me vejo todos os dias ao amanhecer, ao dormir, todas as inúmeras oportunidades que eu cruzo com meu reflexo. Seja em casa, no trabalho, no ônibus, no shopping... Em qualquer lugar que eu me enxergo, fixo meus olhos em meus olhos e penso: “É... está bom assim. Por enquanto!” Sabe o que eu tenho feito todos esses dias azuis, ou cinzas, ou alaranjados, ou tudo junto? Tenho me dedicado exclusivamente a mim. A sorrir, mesmo com tanto ferro na boca... A pensar que esse estágio é o melhor caminho para mim. Já disse outras vezes e repito: “Não consigo me entregar assim, de repente”. Mas parece que eu fugi desse lema e me entreguei tão rapidamente quanto a terra seca se entrega à chuva e absorve tudo o que pode. Cada dia mais tenho sugado mais de mim e, às vezes, fico extenuado. Quantos por aí não devem pensar que isso é apenas um escudo? Muitos. Mas amigo, eu tenho 27 anos. Pode parecer pouco para quem já tem 50 e pode parecer muito para quem iniciou seus 20 anos, mas é a medida exata para mim. Depois de tantas experiências, de tantas frustrações que me impedem de enxergar as coisas boas pelas quais passei, me recolhi como um passarinho no fim de tarde. Só que a minha noite não parece ter fim.


Di, 31 de agosto de 2011 – 22h07

domingo, 28 de agosto de 2011

Pôr-do-Sol

Fumei mais um. Sim, fumei. Pelo menos, hoje eu faço o que quero sem pensar em você! Sem pensar em ninguém, nem em mim mesmo. É... Essa total falta de cuidado que muitos gostam de dizer. Hoje, eu to pra mim e só pra mim... Paixão à milésima vista, por que, venhamos e convenhamos, há muito que ele me chamava... Aquele tal do espelho! Mas deixa ele lá, ele já me deu o recado e foi bem dado.

Hoje tenho curtido a presença de um cara massa. Um ariano sem tirar nem por! Aquele que se acha! Ué... Mas tenho que me achar mesmo. Eu, me achando primeiro, darei oportunidade para os outros me acharem, literalmente. Não... Não é isso que quero agora. Meu momento é de busca interior, viagem ao centro do ego. Ego que às vezes vai lá às estrelas e outras aonde o diabo dorme.

Será que é auto-sabotagem? Sei lá... Só sei que tá sendo bom. Pode não ser bom demais... Mas se já é bom, é algo que vale a pena! Mesmo a alma sendo pequena... hehehe. Não pense que isso é auto-destruição. Não, não o é mesmo! É apenas um momento de viver, uma fase que não sei, e nem quero saber, quanto tempo vai levar... Hoje saio para ver o pôr-do-sol e volto radiante pro meu eu.